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Um guia para o mundo contemporâneo ...... em Português

segunda-feira, junho 22, 2009

Mestrado à Bolonhesa


Pois é meus caros, este tema que já foi mais que badalado, ainda não terá sido devidamente analisado em profundidade. E porquê? Porque é um tema complexo, e tem a ver com magia. Ora vejamos o primeiro case-study: Um jovem caucasiano tira um curso, licenciatura com 360 ECTS, acabando em 2005, e quando lhe perguntam: "Tens mestrado?" ele responde: "Não... só teria se tivesse chumbado 2 anos"... mas que gajo mesmo burro.... chegando mesmo a acrescentar "ah, mas iria fazer menos um semestre"... ena... que otário!!! "Então e agora para teres o mestrado basta-te fazer um requerimento à faculdade não?!!" ... e a resposta do jovem: "Não... tenho que me candidatar a vagas especiais, fazer duas cadeiras de opção (e logo aí se vê que são fulcrais a qualquer aspirante ao grau de mestre...), fazer uma tese (que seria uma coisa muito diferente da que já tinha sido feita no final da licenciatura...) e pagar um ano de propinas".


Ou seja, para ser mestre teria que ser mais novo, fazer um curso mais fácil, mais barato ou teria simplesmente que ter sido mais burro. O que é que estará aqui a falhar?! Não sei muito bem, mas acho que começa logo com a palavra "mestre".... mesmo não querendo falar em exemplos extremos como os mestres yoda ou obi-wan na sua comparação com anorexicas de 22 anos que pintam as unhas de roxo e "k julgam k s eskreve axim" e de repente são, para além de "dótoras", mestres em merdas tão rídiculas como uma que eu vi noutro dia na televisão, que será mestrada em, imagine-se.... qualquer coisa como "procissões da páscoa"!!!


Neste momento já deveria correr uma petição na net de seu título: "Velhas oportunidades!" em que o estado ficaria obrigado a fornecer um "kit suicídio", com lâminas bem afiadinhas, para que os estúpidos que estudaram 12 anos, mais 5 ou 6 na faculdade, em vez de irem para a praia fazer surf e fumar droga profissionalmente, se possam matar e deixar os novos-mestres ocupar os seus lugares, uma vez que de outra forma ficaremos com a maioria dos mestres desempregados.


Graças ao atraso imenso que motivou esta situação, nunca foi tão ridículo ter o grau de mestre como na actualidade. A manter-se este ritmo teremos mestres à saída da maternidade muito em breve...