Aqueles tornozelos...

Um velho e sábio ditado chinês diz o seguinte: "Quando a garra do tigre corta o bambú seco, a semente de lótus tem um brilho prateado na lua cheia" ou numa versão mais contemporânea: "Não há mulheles feias.... só homens que bebem pouco...!" e os chineses sabem do que falam. Quantas noites não têm o elemento invisível e casamenteiro, a "trabalhar" (ou a fazer o fígado trabalhar...) como principal estrela e dinamizador da empatia entre 2 pessoas? Falo claro da droga mais consumida a nível mundial, e com vasto incentivo tradicional, o etOH. Case study nº3: Jovem caucasiano, que anda a faltar aos treinos, encontra-se com uma jovem caucasiana, que tem ligeiro bronze (auto bronzeador.... que este ano não houve dinheiro para a neve.... só para a branca...) que se a noite correr bem, desaparecerá ... quase quase antes de chegar ao coma alcoólico.... E o jovem olha a moça e pensa.... :"Isto anda mesmo mau... " a rapariga não era propriamente uma beldade.... mas a noite desenvolve, e uns shots mais tarde..... encontra um amigo que lhe pergunta se ele se vai safar.... ao que ele responde:"Épa... estou apaixonado.....(soluço) .... esta miúda é linda!!! tu já me viste aqueles joelhos?! ...aquele antebraço lindo.... já para não falar na bracelete do relógio (o relógio em si era mesmo piroso e nem assim passava...) que classe!!!" e o amigo, que ainda não tinha bebido muito, diz:"força miúdo, não perdoa!" pois teria material para gozar o nosso jovem durante um mês. E serve este tema que é belo, tabú, e até revelador da capacidade de transcendência pela intoxicação, para abordar de um ponto de vista quantitativo este, sobejamente conhecido, lubrificante sentimental. Ora vejamos, à semelhança da escala de mós, temos a escala de classificação em Whiskys da beleza feminina:
-a seco: Beleza induvidável e universal, qualquer um lá ia.... mas com um copito às vezes tem mais piada.....
-um whisky:óptima, mas terá um pequeno defeito como por exº um dentinho fora do sítio, ou assim, mas em que basta sentir o cheirinho do joaquim daniel para dar uma "chance"
-Dois whiskys:hmmm muito bom material, mas já tem uma falha mais grave como a falta de gosto para a roupa (este problema não se põe com pouca/nenhuma roupa), ou até a cor das unhas (como aquele castanho escuro que nos põe a duvidar se a menina foi entalada numa porta) ou até mesmo aquela banhoca marota que insiste em saltar das calças por elas estarem a mais.... nada que o nosso joãozinho caminhante "escuro" não resolva....
-quatro whiskys: Para quem não treina há uns tempos, pode revelar-se um grande salto em termos de "balizamento"(grande termo!) pois podem começar a chover bolas antes do meio campo, e já marcha quase tudo, já passa o dentinho podre, o bigodaço, e até o mau gosto dos brincos....águas perigosas, por isso não convém abusar do guilherme...lawson
-oito whiskys: Pois é ... quando um gajo se quer mesmo safar.... para além de gastar um dinheirão, as leis da natureza dizem, que ainda por cima, corre o sério risco de ficar pior servido, nestes casos já não há quase selecção e o pior pode ser mesmo ficar a meio da missão, porque um amigo quis pagar mais um J Bêbado .... e nesta altura, o copo cheio tem tanto poder como as tájides quando estão com o cio.....
-coma alcoólico: É o abuso literal do corpo inconsciente.... elas não podem é esperar que um gajo consiga fazer grande coisa ou queira repetir a brincadeira mais vezes..... mas pelo menos no dia a seguir há sempre uns belos tornozelos para galar!

2 Comments:
so tenho uma comentario a fazer...k este fim de semana se desenvolvam myas actividades desta natureza
Sendo que se segue a temida ressaca do dia seguinte. Um esguaz tímido e remelento sobre a estola peluda que passava por belos tornozelos naquela galáxia longínqua que foi a noite anterior, um guincho pouco masculino tão bem a condizer, apercebemo-nos da improvável combinação entre mau gosto e péssimo de sentido de oportunidade, tendo o cuidado de não descurar nenhum.
Aí começa a eterna batalha entre o nosso sentido de orgulho e o velho cérebro reptiliano, culminando num inevitável adiamento daquilo a que chamamos a fuga-a-sete-pés. Por muito seca e dorida que esteja a garganta, não é possível impedir sair aquelas palavras que nunca ficarão para a história.
"Vai uma rapidinha?"
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