Daltonismo sentimental

Serve este belo tema para ilustrar a capacidade que o ser humano tem para auto-infligir patologias relacionadas com o tratamento, ao nível do raciocínio, dos dados postos a sua disposição pelos seus sentidos, trocado por miudos, fazer um grande filme (com um orçamento de baixo custo...). Ora aqui vai o case study número 1: um tipo caucasiano sai com uma miúda, por acaso caucasiana também ( embora goste de ir ao solário de quando em vez largar uma nota para fingir que mora numa zona tropical ou que "foi prá neve" ou uma merda assim...) e o diálogo não esta propriamente a fluir pois 2 dos neurónios da menina (ou seja um terço) estão a fazer greve, depois duma noite mais dura, e consequentemente a hipotecar seriamente as hipóteses da menina fazer qualquer tipo de piada inteligente ou até um discurso elaborado ou de lembrar-se de coisas com "piada". Assim sendo diz ao rapaz que o seu cão morreu, que os pais a puseram de castigo depois de se ter vomitado toda, e que apanhou uma intoxicação alimentar com leite estragado. Ora o que e que o rapaz conta ao seu melhor amigo? ....a mais pura das verdades.... (a propósito do cão)"epá, é uma miuda que sente, tajaber, não fica indiferente, tem as emoções a flor da pele", mais surpreendente e a proposito da noite em que a moça deu uma nova pintura ao wc (depois de uma noite em que bebeu mais que tres lampiões quando levaram 7 do celta de vigo e acabou a noite a comer uma pita na "roulotte" do campo grande).... em que é do género .... " finalmente..., ...até que enfim que apanho uma chavala terra-à-terra, que não se põe com merdas, que e pão-pão-queijo-queijo (neste caso seria jola-pão-pita-domestos3) que vai directa ao assunto (é mais directa ao autoclismo...), que chama as coisas pelos nomes (S. Gregório, neste caso) que põe cá fora o que lhe vai lá dentro". Em relação ao episódio alimentar, o nosso jovem também não surpreende ... "é assim pah,tive a sorte de conhecer uma gaja que vai em frente (apesar do sabor azedo e ligeiramente ácido do leite...) que não liga a merdas insignificantes (não terá ligado aos coagulos que quase classificavam como queijo o leitinho que bebia), enfim que não tem medo de correr riscos!". Serve este caso-tipo para descrever a enorme capacidade que nós temos em distorcer a realidade e em ver com outras cores a vida, levando, por vezes,a que os nossos sentimentos sejam "ligeiramente" daltónicos, e por isso tenhamos o chamado daltonismo sentimental.

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